Postado 06/06/2017 por Daniel Farkuh

Shelby Cobra: saiba mais dessa combinação de elegância e potência!

Nos anos 1960, um típico texano criador de galinhas aposentou-se das pistas, após ter sido diagnosticado com problemas cardíacos. Era Carroll Shelby, que correra pela Aston Martin na década anterior. Fã dos modelos ingleses, o americano idealizou um Roadster equipado com um potente motor V8, construído com o objetivo de derrotar as poderosas Ferraris. E assim nascia o Shelby Cobra, um dos esportivos mais icônicos e importantes da história.

Para materializar o seu sonho, Carroll entrou em contato com a AC Cars, que produzia um Roadster conversível de dois lugares, bem no estilo que ele gostava. A fabricante inglesa estava em processo de falência, e os seus diretores aceitaram o desafio.

Neste post, vamos aprender um pouco mais sobre esse motor de Ford de oito cilindros em formato de V que foi enviado à Inglaterra de navio, para ser montado na carroceria da AC. Acompanhe!

260 cavalos de potência

O projeto trazia linhas diferentes dos outros veículos da época. Cheio de curvas, com a frente alongada e os escapamentos passando embaixo das duas portas, o AC foi rebatizado como Shelby Cobra.

Nos Estados Unidos, Cobra é o nome da espécie que aqui conhecemos como Naja. Carroll revelou que teve um sonho com esse réptil e decidiu batizar sua criação dessa maneira.

O motor Ford V8 gerava espantosos 260 Cv de potência, o que levou a AC a reforçar o eixo traseiro dos Cobra. O motivo é que o material não estava preparado para suportar tanta pressão e alguns eixos foram quebrados nos primeiros testes.

Operação Le Mans: Shelby Cobra supera um desafio

Nos circuitos americanos, tudo ia bem para o Shelby Cobra, que dominava as provas disputadas em pistas como Riverside e Laguna Seca. Nesse território, as Ferraris não eram páreo e Carroll Shelby estava satisfeito com a sua criação.

O problema eram as 24 horas de Le Mans. Na enorme reta Mulsanne, os Shelby não conseguiam passar de 240 Km/h em função de sua aerodinâmica. As Ferrari GTO superavam, facilmente, os 280 Km/h.

Embora o motor Ford V8 tivesse mais torque em arrancadas e saídas de curva, os pilotos não eram capazes de manter a posição na reta.

Assim, Carroll convocou o engenheiro Peter Brock, que concebeu uma traseira coupé para os Shelby Cobra. Nos primeiros testes, em Daytona, os modelos passaram dos 300 Km/h e se mostraram prontos para encarar o desafio de Le Mans, novamente.

E foi em 1964 que Carroll realizou de vez o seu sonho, ao bater a Ferrari em um dos templos do automobilismo, disputando uma das provas mais tradicionais do planeta.

O renascimento do Shelby Cobra nos anos 80

Depois de sair de linha em 1967, o Cobra voltou a ser produzido pela AC, na Inglaterra, em 1984. O carro ainda sobreviveu no país, feito de forma artesanal, até o final dos anos 1990, sempre mantendo o mesmo estilo.

Carroll Shelby também não desistiu de sua criação, produzindo o Cobra nos Estados Unidos entre 1989 e 1995.

Devido a sua produção caseira, é muito difícil ver um Shelby Cobra original rodando. Os que existem são guardados como relíquias.

Muitos colecionadores, fãs do estilo, apelam para as diversas réplicas existentes, geralmente feitas em fibra de vidro. Algumas delas fazem tanto sucesso que chegam a acumular prêmios em eventos de carros clássicos.

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