Postado 15/04/2017 por Daniel Farkuh

Puma Classic: conheça os 50 anos de uma história esportiva

Desde o início de sua produção automobilística, o Brasil teve uma série de carros clássicos que ainda povoam o imaginário popular, atraindo adoradores de todas as idades.

Alguns eram concebidos baseados em modelos estrangeiros das montadoras que atuavam no país, mas tivemos alguns pioneiros que fizeram belos carros cem por cento nacionais, e um dos que mais marcaram época foi o Puma Classic.

Originalmente concebidos para a pista, logo eles ganharam as ruas, conquistando fãs desde o início pelo design arrojado e ótimo desempenho.

Vamos saber mais sobre esse nome que está fazendo 50 anos de história.

Origem

O primeiro Puma foi projetado pelo visionário Genaro “Rino” Malzoni, em 1964. Ainda era construído de metal e foi feito para as corridas, levando o nome do fabricante na carroceria, e não o Puma.

Fez grande sucesso, principalmente em Interlagos, e ganhou várias corridas posteriores, desbancando marcas mais famosas como Renault e Willys, muito por causa do motor de 106 cavalos da Vemag.

Em 1966 vieram as primeiras modificações, como a carroceria feita de fibra de vidro e um design inspirado na Ferrari 275 GTB. Essas mudanças foram bem aceitas, e o carro vendeu 34 unidades naquele ano, sendo que aqui já era chamado Puma GT.

Em 1968, Malzoni troca a Vemag pela Karman-Ghia, e motores de Fusca passam a fazer parte do modelo. O carro foi rebatizado como Puma GTE 1600 em 1970 e recebia motor 1.6 turbo do Fusca.

O modelo conversível surgiu no ano seguinte, com o nome de GTE Spider, que trazia opções de vários tipos de capotas, sendo que as rígidas não foram muito bem aceitas pelo fãs da marca pela falta de praticidade, mas as de lona viram grande sucesso.

Mudanças

Em 1973 surge uma grande novidade da Puma Classic, o modelo GTO, depois rebatizado de GTB no ano seguinte. Vinha com motor de seis cilindros e câmbio do Opala. Apesar de caro, gozou de boas vendas no início antes de serem batidos completamente pelo Ford Maverick motor v8.

Em 1979 entra no mercado o Puma GTB S2, que tinha o mesmo motor v6 e linhas mais retas na frente. Trazia novidades como cintos retráteis, bancos de couro, ar-condicionado e rodas de liga leve.

Início do fim

Problemas de saúde atingiram o fundador Malzoni  no final dos anos 70, que faleceu em 1979. A empresa continuou mesmo sem seu criador, mas foi vendida para a paranaense Araucária Veículos em 1986, e dois anos depois para a Alfa Metais.

A nova direção tentou reestilizar os veículos e torná-los sucesso de vendas, com modelos como AM1 e AM2, que obtiveram números apenas regulares.

A montadora tentou por mais algum tempo, mas a entrada de carros importados no país em 1991 foi demais para a empresa, que viria a fechar as portas em 1993.

Nos 26 anos de história, mais de 25 mil carros foram produzidos, e o marca trouxe grandes inovações à produção nacional de veículos

O Puma Classic se tornou um dos nomes mais emblemáticos da indústria automobilística do Brasil, fazendo modelos com imponente design e grande esportividade.

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