Postado 10/10/2016 por Daniel Farkuh

Fusca: conheça a história desse clássico

O Volkswagen Fusca, como ficou conhecido no Brasil, se tornou um dos carros mais produzidos de todos os tempos e o primeiro a desbancar o Ford T em número de unidades vendidas. Hoje, é considerado um dos mais desejados carros clássicos.

Vamos juntos conhecer um pouco mais da história do Fusca desde sua origem ― ainda na Alemanha nazista ― até suas últimas unidades produzidas no México, já no século XXI.

O início da história do Fusca

A Alemanha estava ainda engatinhando para sair da recessão e precisava de um carro que fosse de baixo custo, e com manutenção simples, para ser o carro do trabalhador alemão. Assim, foi solicitado ao então engenheiro Ferdinand Porsche que projetasse aquele que seria o símbolo da indústria automobilística nazista.

Com a exigência de que o carro fosse de baixíssimo custo para que se tornasse popular, mas que também fosse eficiente, foram testados diversos tipos de motor, desde os de 2 e 3 cilindros, até motores de avião adaptados. No final, foi escolhido, por seu custo, economia e confiabilidade, o motor 4 cilindros boxer.

Uma história longa de inúmeros modelos

O primeiro modelo começou a ser produzido em 1938 e contava com suspensão com barras de torção, um motor quatro cilindros refrigerado a ar, freios a tambor, carroceria arredondada e a emblemática janela bipartida traseira oval.

Com o advento da II Guerra Mundial, porém, o Volkswagen (“carro do povo”, em alemão, como era conhecido) teve sua produção prejudicada pelo esforço de guerra, se tornando veículo militar.

Mas com o final do conflito em 1945, sua produção foi retomada e decidiu-se por transformar o Fusca em um carro de importação, mirando o mercado dos EUA. Aos poucos, o veículo foi ganhando mercado e tendo sucesso onde quer que chegasse. Em 1968, o Fusca entrou para a lista de carros que participaram de filmes em Hollywood como Herbie, de “Se meu Fusca falasse”, e se tornou um xodó mundial.

Apesar de sua mecânica não ter tido muitas mudanças até 1956, sua aparência já vinha se modificando item por item. No modelo de 1953 foram introduzidos quebra-ventos nas janelas laterais e a traseira foi transformada em um vidro único, ainda oval.

Na década de 60, o novo Fusca ganha as sinalizações de seta sobre os para-lamas dianteiros e o câmbio de quatro marchas sincronizadas. O modelo de 1967 recebe um novo motor de 1.300 cilindradas e rodas com furos para melhorar a ventilação do sistema de frenagem.

O Fusca no Brasil e o fim da produção

1959 foi o ano de início da produção do Fusca no Brasil. Aqui, o veículo teve um sucesso estrondoso e se tornou o carro mais vendido do país por muito tempo. O ano de 1974 foi o pico da produção, sendo vendidos mais de 250 mil unidades.

Diversas mudanças foram introduzidas pela Volkswagen do Brasil e os modelos foram sendo apelidados de forma carinhosa pelo público, mostrando a intimidade do brasileiro com o Fusca.

Em 1965 foi lançado o modelo “Fusca Pé de Boi“, um modelo básico, sem detalhes estéticos, de preço mais baixo. No ano de 1970 foi introduzido o motor de 1500 cilindradas e o modelo ficou conhecido como “Fuscão”. Já em 1979, o veículo foi lançado com enormes lanternas traseiras e ficou conhecido como “Fusca Fafá”.

Em 1986 a produção do veículo foi interrompida, voltando em 1993 por pedido do então presidente da república Itamar Franco e, por isso, o modelo foi apelidado de “Fusca Itamar”, parando de vez sua fabricação no país em 1996.

Mas o veículo continuou a ser produzido no México e só encerrou sua linha de montagem em 2003. Nesta época, já havia aparecido o “New Beatle”, uma atualização do Fusca que o tirou da categoria de carros populares de baixo custo e que não teve o mesmo sucesso de seu predecessor.

Sem dúvidas, a história do Fusca é uma grande parte da própria história dos veículos automotivos. Após seus quase 70 anos de produção mundial, o legítimo Volkswagen se tornou um dos mais icônicos carros clássicos de todos os tempos.

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